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Pit-Stop
Desde: 18/10/2001      Publicadas: 36      Atualização: 11/04/2002

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 Acelerando

  22/10/2001
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Conformado como o eterno segundo

Poucos pilotos foram tão perseguidos como Rubens Barrichello. "Pé-de-chinelo" era uma das expressões mais ouvidas nas segundas-feiras depois de um GP, nos comentários sobre aprova.

Conformado como o eterno segundo
Poucos pilotos foram tão perseguidos como Rubens Barrichello. "Pé-de-chinelo" era uma das expressões mais ouvidas nas segundas-feiras depois de um GP, nos comentários sobre aprova. Hoje, na Ferrari e depois de tirar o peso da primeira vitória das costas, pode-se dizer que ele deu a volta por cima. Mas a verdade é que, antes de chegar à Fórmula 1, ele sempre foi um grande vencedor.

Nascido no bairro de Interlagos, ele cresceu praticamente ao lado do autódromo paulistano e a paixão pela velocidade começou cedo. Aos 9 anos disputava a sua primeira prova de kart, categoria em que correu até os 16 e foi campeão em cinco oportunidades.

Em 1989, aos 17 anos, passou a correr na Fórmula Ford, ficando em quarto lugar no campeonato brasileiro. Foi convidado, no mesmo ano, a realizar um teste com uma equipe de Fórmula Opel. Um excelente desempenho, com direito a quebra de recorde, valeu um contrato para a próxima temporada. Mudou-se para a Inglaterra e sagrou-se campeão europeu da categoria no ano seguinte, com seis vitórias em 11 provas.

Em 1991, já na Fórmula 3 inglesa, repetiu a dose, sagrando-se campeão com méritos. O passo seguinte, em 1992, acabou sendo um pouco mais complicado. Uma escolha errada por uma equipe pouco competitiva comprometeu as chances de disputar o título da F-3000, mas mesmo assim acabou a temporada em terceiro.

A realização do sonho de chegar à Fórmula 1 aconteceu em 1993. Contratado pela Jordan, fez uma grande temporada de estréia, despontando como uma das grandes promessas da categoria. Mas o trágico ano de 1994, quando o mundo viu Senna morrer depois de bater na curva Tamburello, acabou colocando uma pressão maior do que "Rubinho", como é chamado até hoje, estava preparado para suportar.

Além de perder seu ídolo, mentor e amigo, Barrichello viu-se eleito à condição de "novo" Senna. Acabou sendo cobrado demais quando não tinha equipamento para corresponder e isso, muitas vezes, acabou prejudicando-o. Ficou na Jordan até 1996 e em 1997 tomou uma decisão surpreendente: mudou-se para a estreante Stewart.

Jackie Stewart, então dono da equipe, sempre foi um admirador do brasileiro e era um dos poucos que nele ainda acreditava. Os sábios conselhos do tricampeão acabaram levando Barrichello a uma reviravolta. Excelentes resultados com um carro estreante trouxeram sua motivação e esperança de volta.

O ano seguinte foi uma verdadeira provação. O SF-02 não era nem sombra de seu antecessor e Rubens não conseguiu repetir as boas atuações em 1998. Mais uma vez, o fantasma do fracasso rondava sua carreira. Mas em seu terceiro ano na equipe o carro era bom e os resultados apareceram novamente. Secretamente, logo após o GP do Brasil de 1999 iniciou as negociações com Jean Todt e pouco antes do final da temporada ele era anunciado como o novo companheiro de Michael Schumacher.

No GP da Alemanha de 2000, finalmente ele pôde comemorar sua primeira vitória. O choro incontido no pódio era o retrato claro de um peso enorme que saía das costas, uma recompensa para um lutador. Os mais céticos podem contestar seu talento, mas se vêem obrigados a reconhecer, no mínimo, que sua garra e determinação são surpreendentes
  Autor:   Grid


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