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Pit-Stop
Desde: 18/10/2001      Publicadas: 36      Atualização: 11/04/2002

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 Acelerando

  22/10/2001
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Da-lhe Schuma...

Por mais que doa no ego de seus críticos, rivais e inimigos, este alemão já inseriu definitivamente seu nome na galeria dos maiores pilotos que a Fórmula 1 já conheceu.


Da-lhe Schuma...Por mais que doa no ego de seus críticos, rivais e inimigos, este alemão já inseriu definitivamente seu nome na galeria dos maiores pilotos que a Fórmula 1 já conheceu.




Ele contabiliza, contando a vitória no Grande Prêmio do Japão de 2000, 43 trunfos em sua carreira de 142 GPs disputados, número que o credencia como o segundo maior vencedor de todos os tempos, somente atrás do francês Alain Prost, que soma 51 primeiros lugares.




Outro impressionante dado do "Sapateiro" -- que é a tradução literal de seu nome -- é o número de vezes que esse alemão já subiu ao pódio em uma prova de F1. Foram 82 vezes em que ele estourou a champanhe em cerimônias de premiação dos três primeiros colocados. Isso quer dizer que em mais da metade das provas (mais precisamente 57,54%) ele chegou em 1º, 2º ou 3º.




Schumacher, nascido em 3 de janeiro de 1969, já impressionou a categoria logo em sua estréia, no Grande Prêmio da Bélgica de 1991. Substituindo Bertrand Gachot na então equipe estreante Jordan, ele conseguiu um impressionante 7º lugar no grid. Seu tempo foi sete décimos mais rápido que o do outro piloto da equipe, Andrea de Cesaris, italiano então em sua 11ª temporada na F1. É verdade que sua corrida não durou mais que alguns metros, devido a um problema na embreagem, mas seu recado ao mundo já estava dado.




No GP seguinte ele já corria pela Benetton, uma das equipes médias da época, com aspirações a ser grande. O desempenho do alemão em Spa foi suficiente para que Flavio Briatore, chefe de equipe da escuderia, oferecesse a ele, sem maiores pudores, o assento que era do brasileiro Roberto Moreno. Era tudo o que o Schumacher precisava para marcar seus primeiros pontos: foi quinto colocado.




O tricampeão Nélson Piquet, então primeiro piloto do time, sentiu na pele o ímpeto daquele alemão queixudo, nascido na impronunciável Hurth-Hermulheim. Muitos dizem que Piquet encerrou a carreira antes do que pretendia devido à concorrência impressionante de Schumacher. O alemão, aliás, viria a vencer sua prova já no ano seguinte. Por um capricho do destino, coincidentemente isso viria a acontecer exatamente em Spa-Francorchamps, onde ele havia orquestrado seu primeiro show na Fórmula 1.




O gosto pelas pistas veio cedo, influenciado por seu pai, Rolf, que trabalhava, nas horas vagas em um kartódromo da região, consertando os pequenos bólidos. Aos 4 anos de idade ele já passava horas vendo os pequenos karts disputando freadas e tomadas de curva. Em 1987, 14 anos mais tarde, ele viria a conquistar o Campeonato Europeu de Kart, depois de ganhar o título alemão júnior em 1984.




O próximo passo foi a Fórmula Ford, conhecida na Alemanha como F-Koenig. Ele venceu 9 das 10 provas disputadas, o que impressionou seu futuro empresário Willy Webber, então proprietário de uma equipe de Fórmula 3. Ele então chamou o jovem piloto para um teste. Webber ficou mais impressionado ainda: depois de oito voltas, Schumacher simplesmente baixou o tempo do piloto titular da equipe em um segundo e meio.




Em 1989, Michael competia na Fórmula 3 alemã, disputando o título contra Heinz-Harold Frentzen e Karl Wendlinger. Ele não levou o título -- que ficou com Wendlinger, com Frentzen sendo vice. Mas o primeiro lugar veio no ano seguinte e Webber sabia a jóia que tinha em mãos. Em 1990, Schumacher passou a integrar a equipe júnior da Mercedes, competindo no Mundial de Esporte Protótipos pela Sauber, vencendo duas provas.




Em 1991, competiu na Fórmula 3000 e, graças a muito empenho de Webber, estreou na Fórmula 1 pela Jordan, mudando-se logo em seguida para a Benetton. Mas foi em 1994 que o mundo atentou-se para Schumacher. Competindo contra o aparentemente insuperável duo Ayrton Senna/Williams, o alemão conquistou duas vitórias incontestáveis nas duas primeiras etapas do campeonato. A morte do brasileiro, na corrida de San Marino, veio a colocá-lo como o número 1 da categoria, levando o título desse ano.




A conquista, entretanto, ficou manchada pela suspeita de irregularidades no carro da Benetton e por uma manobra polêmica na última e decisiva etapa. Schumacher chegou à Austrália, palco da decisão, com um ponto de vantagem sobre o inglês Damon Hill, que assumira a posição de primeiro piloto na Williams depois da morte de Senna. O alemão, quando liderava a prova com cerca de três segundos de vantagem sobre o inglês, bateu sozinho, danificando seu Benetton. Um abandono daria o título a Hill.




Schumacher, entretanto, não hesitou em jogar o carro para cima da Williams quando o inglês tenta ultrapassá-lo, entortando a suspensão dianteira do rival, que também foi obrigado a abandonar. O alemão e a Benetton conquistam, assim, seu primeiro título.




Em 1995, o "Sapateiro" ganha o título de forma incontestável. Pairam, porém, novas suspeitas de irregularidades sobre o carro da equipe, embora nunca nada tenha sido provado. Em 1996, Schumacher é contratado pela Ferrari, com a missão de tirar a equipe de um longo jejum sem títulos. O ano foi marcado pela luta particular dos dois pilotos da Williams, mas a Ferrari iniciava uma reestruturação, que incluiu a contratação, juntamente com o alemão, dos engenheiros Ross Brown e de Rory Byrne junto à Benetton.




Já em 1997 Schummy disputa o título palmo a palmo com Jacques Villeneuve e chega à última prova, o GP da Europa, no circuito de Jerez de la Frontera, com um ponto de vantagem sobre seu rival. No decorrer da prova, tudo vai dando certo: ele liderava, com uma pequena vantagem sobre o canadense, mas um problema no último jogo de pneus permite ao piloto da Williams aproximar-se e tentar a ultrapassagem.




Schumacher, a exemplo do que acontecera em 1994, joga o carro para cima de Villeneuve. Mas dessa vez a manobra não dá certo e só ele sai da prova, abrindo caminho para o piloto da Williams ser campeão pela primeira vez, dando-se ao luxo de tirar o pé no final da prova, cedendo os dois primeiros lugares aos pilotos da McLaren.




E a McLaren seria o grande adversário da equipe italiana nos dois anos seguintes, liderada pelo finlandês Mika Hakkinen. Diante de um equipamento superior, o alemão ainda tentou, mas não conseguiu o tão sonhado título para os tifosi em 1998. O ano seguinte foi pior. Um acidente em Silverstone o deixa fora de seis provas e da briga pelo campeonato, que acabou mais uma vez nas mãos de Mika Hakkinen.




Em 2000, um alerta para os adversários. Schumacher declara, logo no início do ano, que o F-2000 é o melhor chassi que a Ferrari já havia entregue em suas mãos. O começo da temporada foi fulminante, com três vitórias seguidas e uma vantagem de 22 pontos no meio da temporada. A vantagem, entretanto, foi reduzida a nada depois de três abandonos seguidos. Mas, no final, o título veio, com uma vitória gloriosa no Grande Prêmio do Japão, sacramentando o nome deste alemão -- polêmico, talentoso, idolatrado por uns e odiado por outros -- na restrita galeria dos tricampeões mundiais, ao lado de Senna, Piquet, Lauda, Stewart e Brabham, verdadeiras lendas do esporte a motor. Agora, para desespero dos rivais, chegou ao tetra, igualou-se a Alain Prost e e superou o recorde do argentino Juan Manuel Fangio.





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